Todo mundo devia ter um dom.
BRANDBOOK v2.0 · 2026-08-16 · substitui a v1.3 quando aprovado · documento interno — nada aqui é copy pública
01
A fundação — a tríade do quintal
O dom é um assessor pessoal que cuida do dinheiro de quem não dá conta de vigiar tudo. A marca inteira nasce de três memórias reais — e de nenhuma metáfora inventada.
A v1 caiu porque sua ideia-mãe ("a luz acesa", uma vigília noturna) era memória construída, não vivida. A v2 é fundada no que aconteceu: o quintal, ao meio-dia, com alegria.
A matéria-prima sagrada (P-002: nunca vira copy pública)
"…a gente embaixo do pé de chuchu no calor do meio dia, tomando água gelada. […] E outro era a jabuticabeira enorme, linda, imponente. Dava umas jabuticabas graudas, que ele adorava pegar com um bambu e uma lata na ponta dele e dar para gente chupar direto do pé."
verbatim 1 — a horta, a água gelada, a jabuticabeira
"Ele usava um chapelão de palha todos os dias para se proteger do sol e adorava usar brilhantina no cabelo.,,kkk"
verbatim 2 — chapelão e brilhantina
"era na porta - o sabao era a cola para o papel. É o post-it de hoje." · "ele deixava falando que saiu para comprar algo" · "Era um jeito criativo de se comunicar quando nao tinha celular."
verbatim 3 — o bilhete de sabão
A tríade
| Camada | Nome | O que significa |
O QUÊ ideia-mãe | A lata na ponta do bambu | A fruta graúda é sua — e está fora do seu alcance. Alguém alcança o que você não alcança e desce com ela na mão. "Deixa comigo" = o bambu subindo. "feito." = a fruta na palma. A vergonha sai da pessoa e vai para a arquitetura: a árvore é alta — não alcançar não é defeito seu. |
O COMO conduta | Ele adorava fazer isso | Chapelão = trabalha no sol, na parte suja, sem ser pedido. Brilhantina = entrega impecável; a bagunça nunca à mostra. Cuidado com gosto, não com dever — a memória é alegre, não solene. |
A FORMA interface | O bilhete na porta | O avô nunca sumia em silêncio: recado por escrito, curto, antes da pergunta, com o material da casa. É a ancestralidade da interface conversacional do dom (capítulo 07). |
Frase-síntese da ideia-mãe: "o que é seu está lá em cima; o dom desce com ele na mão." Filha linguística disponível: "direto do pé".
A linhagem que protege a marca: bambu + lata, sabão + papel, a horta — tecnologia humilde que funciona. O dom nunca parece tecnologia se exibindo; a engenharia fica no bastidor, o que aparece é o resultado na mão.
Guarda-corpos. Lata e bambu nunca viram ícone, logo ou mascote. Chapelão e brilhantina nunca viram retrato ou casting. O avô nunca é nomeado nem retratado em nenhuma peça (P-002); "pãe" nunca é copy.
Decisões estruturais
- Palco CLARO — "o simples vive no branco". O escuro é tinta, não tela. As fintechs BR foram todas pro escuro; o claro é o espaço livre da categoria.
- Digital-first, sem filme — o manifesto é texto; peças-alvo: app, site, lojas, social, press kit digital.
- Símbolo forte > bonito — pode incomodar no primeiro dia; não pode ser esquecível.
- House of brands — Runaki invisível; um único dom. Agnóstico de LLM: nenhum fornecedor de modelo aparece na marca.
- Casa digital — família hidom (hidom.ai comprado; hidom.com em negociação). A marca assina "hi dom" — sempre com o logo inteiro (capítulo 06).
02
O manifesto
Texto canônico (versão final = rodada 4, aprovada pelo fundador em 2026-08-16). A repetição dor→entrega é rima de estrutura, decisão do fundador. Não editar.
A assinatura que você esqueceu e paga há oito meses. A cobrança estranha no meio da fatura. O boleto que vence amanhã e você não viu. O dinheiro espalhado em cinco contas, cada uma mostrando um pedaço. Tem sempre uma parte do seu dinheiro fora do seu alcance.
Não é defeito seu. Ninguém dá conta de vigiar tudo, o tempo todo. E tem quem conte com isso. O juro que cresce quieto. A tarifa que ninguém pediu. O crédito oferecido justo na hora do aperto. Nunca antes. Sempre nessa hora. Nesse jogo, a confusão dá lucro. Teve quem prometeu mudar isso. Mudou a cor do cartão. E te deu mais uma conta.
O dom não joga esse jogo. Não vende crédito. Não empurra produto. Não ganha um centavo com o que você deixa de ver. E não tem letra miúda. O combinado cabe numa conversa.
O dom é um assessor pessoal. Cuida do seu dinheiro como alguém de confiança dentro de casa. Você diz o que pesa. Ele responde: deixa comigo.
Ele junta todas as suas contas e mostra o inteiro. Acha a assinatura esquecida. Vigia a fatura. Avisa da cobrança que não bate. Diz quanto dá pra gastar até o fim do mês. Lembra do boleto antes de vencer. Explica, em português claro, o que o banco não explica.
Trabalha no que você não vê. Entrega o que dá gosto de ver. E nunca some em silêncio. Quando tem recado, deixa por escrito. Curto. Antes da pergunta. Quando termina, diz: feito.
Ninguém precisa entender de dinheiro pra ficar com o que é seu. Precisa de alguém que alcance.
Todo mundo devia ter um dom.
Versão micro (abertura do app / bio)
O dom é um assessor pessoal. Cuida do seu dinheiro como alguém de confiança dentro de casa — não vende crédito, não empurra produto, não tem letra miúda. Você diz o que pesa. Ele responde: deixa comigo.
- "Quando erra, diz: errei" saiu do texto público; segue como lei de conduta dentro do produto.
- Nunca nomear banco ou fintech; o desafio é pelo comportamento.
- "Open Finance" nunca aparece — a entrega se chama "junta todas as suas contas e mostra o inteiro".
- A jabuticabeira não aparece em texto público — vive na doutrina interna.
03
Doutrina visual — "O Bilhete ao Meio-Dia"
"A tela é o bilhete: papel claro, tinta escura — e cor, só no que desce na mão."
Croma é ENTREGA. Cor saturada só nos dois momentos da tríade: quando a pessoa entrega a tarefa ("deixa comigo") e quando o dom desce com algo na mão dela ("feito."). Todo o resto é papel e tinta. Mancha de cor que não responde "o que está sendo entregue ou pedido aqui?" é decoração — e morre.
O amarelo trocou de objeto: era a lâmpada (v1), virou a lata — polida, com brilhantina, na ponta do bambu. É a cor do hand-off: o CTA "deixa comigo" é amarelo e é o único amarelo da tela. Amarelo de lata, não de post-it: fundo, opaco, peso de metal, aguenta o meio-dia.
As leis de aplicação
L1 — Lei do papel. Toda tela nasce branco-de-meio-dia; nenhuma mancha escura contígua maior que um componente. "Escuro nunca é maior que a mão."
L2 — Não existe modo escuro. Se o SO exigir: "papel ao entardecer" (o papel rebaixa a luminância, a tinta continua escura). Inverter é proibido. O painel jabuticaba é exceção utilitária de UM número em destaque — nunca superfície de navegação.
L3 — Uma lata por tela. Máximo um elemento amarelo; a segunda ação é tinta.
L4 — Tudo que o sistema diz é bilhete. Recado curto, primeira pessoa, antes da pergunta, sustentável em voz alta. Nunca "Ops!", nunca modal genérico, nunca ilustração de vazio.
L5 — Semáforo herdado. Verde só dinheiro que melhorou; pimenta só no fato falho; nenhum dos dois em botão, fundo ou ícone.
L6 — O dom escreve, o usuário fala. Bolha do dom = papel com fio de tinta (bilhete, não balão); bolha do usuário = preenchida. Número entregue tem a caligrafia do dom — reforço visual da INV-1.
L7 — Proibições eternas. Azulado/frio, laranja de banco, roxo de banco, folhinha, textura de material (inclusive de papel — papel é ideia, não render), mesh gradient, glassmorphism, neon, iconografia de banco (cofrinho, porquinho, cifrão solto, gráfico decorativo). Exceção declarada: diagrama que EXPLICA é tinta (ver capítulo 07) — ilustração que enfeita segue proibida.
L8 — O símbolo é tinta. Avatar em escuro-jabuticaba sobre o palco claro, legível no meio-dia; nunca logo colorido flutuando.
O teste mecânico — a Prova da Porta
Imprimir a tela em P&B e "pregar na porta". Quatro perguntas eliminatórias:
- P&B — sem cor, a tela continua inteira?
- Voz alta — lê como recado de alguém que se importa, ou soa como sistema/banco/propaganda?
- Mão — cada mancha de croma responde "o que está sendo entregue ou pedido"?
- Vergonha — a pessoa endividada leria essa tela na frente da família sem se encolher?
Reprovou em uma, volta pra prancheta.
O teste da Faria Lima — manifesto interno
O dom nasce do quintal — e por isso nasce contra a Faria Lima. Não contra as pessoas: contra a estética e a linguagem do dinheiro que exclui — o roxo de banco, o "Ops!", o cashback gamificado, o dashboard-wizard, o juridiquês de rodapé. Se o pessoal que fez isso olhar pro dom e achar bonito, falhamos: significa que estamos jogando o jogo deles, e nesse jogo eles têm dez anos e bilhões de vantagem. A jabuticaba, a lata, o bilhete não são "feios pra eles" por acidente — são ilegíveis pra eles porque foram desenhados pra outra gente.
O teste. Diante de qualquer proposta (cor, componente, copy, feature), pergunte: "isso é coisa de Faria Lima?" Se a resposta é sim, morre — sem discussão de gosto. E o inverso vale como validação: se a Faria Lima torcer o nariz pro dom, é sinal de que a cerca está no lugar certo.
Três cercas do teste. (1) O inimigo é filtro interno, nunca copy pública — o nosso público não sabe onde fica a Faria Lima e não quer saber; na boca do dom vive só o positivo ("deixa comigo"). (2) A identidade vem do quintal; o contra é consequência, não origem — a lata na ponta do bambu existiria mesmo sem a Faria Lima, e é isso que a torna incopiável: podem imitar o traço, não têm o avô. (3) Quem se define pelo inimigo vira refém dele — o dia que eles copiarem a estética de quintal, o dom continua de pé, porque nunca foi "o anti-fintech": é o quintal com dom.
Registrado em 2026-08-17, decisão do fundador. Documento interno — este capítulo nunca vira material público.
04
A paleta — 13 tokens + 8 estados
Aprovada vendo em 2026-08-16 (T-03), com os funcionais escurecidos e as condições do parecer de design incorporadas.
Tokens de estado (mobile-first)
| Token | Valor | Uso |
lata-pressionada | #D89700 | pressed do CTA — o estado rei no touch |
hover CTA | #C88C00 (lata-fundida) | cortesia web only — hover nunca carrega informação, só reforça |
tinta-apagada | #A99E8F | disabled |
anel-de-foco | #2E1528 2px + offset (claro) / #FFFF00 (escuro) | foco de teclado |
seleção-de-texto | #F8DFA8 | seleção |
skeleton | traço-de-lápis ⇄ papel-sombra | carregando |
véu | rgba(43,37,33,.45) | fundo de modal |
borda do CTA | #A87500 | 1px no botão amarelo (WCAG 1.4.11 — 3,77:1) |
Lei do reforço não-cromático. Cor nunca é o único sinal: verde carrega +/▲, pimenta carrega −, ferrugem carrega ! ou peso 600. Ferrugem e pimenta são indistinguíveis em daltonismo — o sinal salva.
Lei do sol. #FFFF00 só existe sobre escuro-jabuticaba (contraste 15,59:1). Nunca sobre papel, nunca em texto corrido, máximo 1 elemento por painel escuro. Badges no palco claro nunca usam sol; gráficos no claro usam lata-fundida.
Lei do destrutivo. Ação destrutiva é botão secundário (borda + texto pimenta), nunca preenchido. Link é jabuticaba com sublinhado, sempre.
05
Tipografia — três fontes, três papéis
100% Google Fonts. Fechada em 2026-08-16 (T-05/T-06). Nenhuma quarta fonte entra. Aposenta: Inter, Snasm, Monoglyphic; Swarsh Daisy segue reservada a material promocional de lançamento, nunca UI.
| Fonte | Papel | Regra |
| Outfit | a voz da marca | wordmark "dom" (peso 700), títulos (600+). A geometria circular do "o" e do "d" é a mesma do símbolo. |
| Figtree | a tinta do bilhete | toda conversa e interface (400–600). Hierarquia título/texto vem de peso e tamanho. |
| JetBrains Mono | o número | todo valor de dinheiro (INV-1: número tem cara de número, alinha na vírgula). Exceção única de logotipo: o "hi" dentro do logo oficial (400). Mono nunca em prosa. |
A escala (8 estilos nomeados)
displayOutfit 700 · 34
tituloOutfit 600 · 24
secaoOutfit 600 · 18
corpoFigtree 400 · 16 — o bilhete de todo dia
corpo-forteFigtree 600 · 16 — ênfase dentro do bilhete
apoioFigtree 400 · 13 — carimbo, hora, legenda
dinheiroJetBrains Mono 600 · 16 — R$ 312,40
dinheiro-heroiJetBrains Mono 700 · 28 — R$ 1.284,60
06
O símbolo e o logo
O d-jabuticaba: o "d" de dom em escuro-jabuticaba, com a cunha de sol — forte antes de bonito. Vetorizado pelo fundador, aprovado em teste com estranhos (sem associação com Apple ou Pac-Man), conferido na escada de tamanhos até 16px.
P-003 — a lei do logo. Os arquivos oficiais são a única fonte: brand/logo/symbol-light.svg (+ -32/-16), symbol-dark.svg (+ -32/-16), logo-light-512.png, logo-dark-512.png; matriz CorelDRAW Logos.cdr. Nunca reconstruir em CSS/SVG manual; exportar sempre do vetor. O sufixo diz o palco de destino (-light = use no fundo claro), e não existe versão "neutra" sem sufixo.
A cunha. No symbol-light a cunha é #FFFF00 e está DENTRO da lei do sol: vive contida no corpo escuro do "d" — o símbolo carrega o próprio painel escuro; ela nunca toca o papel. No symbol-dark a construção inverte (corpo amarelo, cunha jabuticaba).
O logo completo "hi dom"
A marca é UMA — não existe lockup tipográfico. O "hi dom" nunca anda sozinho, digitado em fonte: ele só existe dentro do logo completo, com o d-jabuticaba. Toda assinatura da marca usa os arquivos oficiais (logo-light-512.png / logo-dark-512.png e suas exportações do vetor). Escrever "hi dom" em Outfit/JetBrains numa peça é reconstrução — violação da P-003.
| Parte (referência interna do vetor) | Especificação |
| "hi" | JetBrains Mono 400, letter-spacing .30em · claro: terra-arada #6F6558 · escuro: papel-sombra a 55% · nunca sol |
| "dom" | Outfit 700 · claro: escuro-jabuticaba #2E1528 · escuro: branco-de-meio-dia #FBF7F0 · o "d" é o d-jabuticaba |
A tabela documenta como o vetor foi construído — serve para manutenção do arquivo no CorelDRAW, nunca para recompor o logo em texto vivo.
A lei do andaime. O chamado "hi" é declaradamente provisório: entra discreto, encolhe com o fortalecimento da marca, e o destino final da marca é só "dom" (+ símbolo). Ninguém promove o andaime — e quando ele sair, sai por nova versão do vetor oficial. Racional do "hi": casa com o domínio hidom.ai, é universal (PT/EN), e "hey" — uniforme de big tech — está vetado. A voz do produto segue 100% PT-BR; só a marca escrita assina "hi". O vocativo falado continua "ei dom".
Tamanhos de exportação
- Favicon: favicon.svg (o vetor) + favicon.ico (16/32/48) + apple-touch-icon 180×180 + icon-192/512 (PWA)
- App (Expo): matriz 1024×1024; adaptive-icon Android com o símbolo em ~66% do quadro; splash centrado no branco-de-meio-dia
- Uso geral: SVG sempre que possível; PNG 512/1024/2048; avatar social 400×400 e 800×800 com ~12% de respiro
- Sempre exportar do vetor por tamanho — nunca redimensionar PNG.
07
Doutrina de produto — "O Bilhete na Porta"
O dom nunca faz nada sem avisar. O avô nunca sumia em silêncio: sabendo que a família chegaria, deixava o recado na porta, colado com sabão, dizendo o que foi fazer. Essa é a forma da interface inteira.
O bilhete é a ancestralidade da conversa: cuidado por escrito, curto, sem cerimônia, com o material da casa. Comunicação proativa, pensada no outro, antes da pergunta.
As três consequências de produto
B1 — Trabalho em andamento vira recado. "conferindo a fatura…" — o protocolo de narração é filho direto desta doutrina. Nenhuma ação acontece nas costas da pessoa em silêncio.
B2 — Ausência ou falha vira recado calmo. "não consegui atualizar agora — sigo com a foto de ontem". Falha nunca é modal de pânico; é bilhete.
B3 — Aprendizado autônomo vira recado. "anotei que sua fatura fecha dia 3". O que o dom aprende sozinho, a pessoa fica sabendo.
conferi tua fatura agora cedo. achei uma cobrança de R$ 29,90 que não bate com nada — separei pra você olhar.
hoje, 08:12 · dom
A premissa de interface (fundador, 2026-08-16)
A interface do dom é leve, simples, clara e esclarecedora. Padrões absorvidos (referências chat-first aprovadas):
- Resposta = texto curto + chips com os fatos extraídos (saldo, vencimento, variação) — o bilhete com os dados destacados;
- Propose-then-approve visível: sugestão em card → aprovação → badge "feito." em verde-de-colheita com ✓;
- Tabela chave-valor para dados do ledger — números sempre em mono;
- Tracking visível: timeline vertical dos passos do dom (linha em traço-de-lápis, passo concluído com ✓ verde). Cada passo é recado curto em primeira pessoa ("conferindo a fatura…", "achei 3 assinaturas") — nunca log técnico. Se lê como console de sistema, reprova na Prova da Porta.
Lei do diagrama. Diagrama que EXPLICA é tinta; ilustração que enfeita é proibida (L7). O SVG explicativo responde "o que está acontecendo com o seu dinheiro" — fluxo, comparação, onde foi parar — em traço fino, papel e tinta, cor só no dado que importa. Teste: se continua fazendo sentido impresso em P&B na porta, ele fica.
Lei do ensino — o dom ensina. Todo gráfico desce com uma leitura: um bilhete do dom logo abaixo dizendo o que o desenho mostra (fato), o que significa (impacto) e o que dá pra fazer (opção). Gráfico sem leitura é dashboard, e dashboard é o wizard do banco em outra roupa. O gráfico mostra; o dom ensina. Registrada em 2026-08-16 a partir do design system (cap. 08 do DS).
Rejeitados das referências: verde como cor de marca, números grandes verdes como palco, card escuro de navegação (viola L2).
08
A voz (herdada — fechada, não reabre)
O sistema verbal atravessou o pivô intacto. Referência completa na v1.3; aqui, o essencial:
- "Dom. Deixa comigo." — assinatura institucional. "feito." — o fecho de entrega, minúsculo, com ponto.
- As 6 leis da voz, o anti-banquês, fato→impacto→opção, "CVM" e "% vira R$".
- Preâmbulo do médico + 3 leis: Água Gelada, Sem Agrotóxico, Última Gota.
- Teste da Margarina — se parece propaganda de margarina, morre.
- O erro em primeira pessoa ("errei") — conduta interna do produto, nunca vitrine.
- Nome sempre dom minúsculo; o vocativo falado é "ei dom"; a pessoa não precisa de cerimônia pra chamar.
09
A marca desafia a categoria
Origem: o dom nasceu de um projeto anterior (nome e mascote descartados; a arquitetura de posicionamento, não). Proposta escrita por Olivetto, decidida pelo fundador em 2026-08-17.
Duas vozes, duas texturas — nunca uma emprestando calor da outra. A MARCA (site, campanha, captação, imprensa) escreve sobre o dom — combate: afiada, direta, confiante, sem sentimentalismo, zero avô, zero cozinha. O DOM-personagem (chat, notificação, áudio) nunca ataca ninguém e é onde mora exclusivamente o calor do avô. Motivo: esta é uma guerra de verdade contra o sistema financeiro — uma marca que briga com banco não pode carregar timbre de quem serve chá, e o personagem que herda a voz do avô não pode virar arma. Teste rápido: "ele/o dom" na terceira pessoa = marca; "eu e você" = personagem.
O inimigo — nomeado, público
O sistema financeiro: os bancos, a meta do gerente, a comissão embutida no que te vendem, e a estética da Faria Lima que faz você achar que dinheiro é assunto de gente diferente de você. Versão de 6 segundos: "o inimigo tem nome — banco, meta, comissão e a Faria Lima olhando de cima." Regra de mira herdada: ataca o sistema, nunca a pessoa dentro dele ("seu gerente sabe explicar. Só não ganha comissão pra isso.").
Assinatura de campanha
"O dom não é banco. É exatamente por isso que você pode confiar."
Sustentada por dado, não por retórica: apenas 10% dos brasileiros confiam plenamente no setor financeiro (Reclame Aqui, mar/2026); o ranking de reclamações do Banco Central (2026) lista Bradesco, C6, Itaú, BTG, PicPay, Santander e Inter entre as instituições mais reclamadas. A linha não nega uma garantia — nomeia uma desconfiança que a pessoa já sente, com número oficial atrás. Funciona hoje, sem depender do claim "sem comissão" (bloqueado); fica ainda mais forte se/quando esse claim for destravado.
Manifesto de lançamento
"Ninguém devia precisar de curso pra entender o próprio dinheiro. O dom traduz."
Linhas de ataque
- "Ninguém te ensinou de propósito. Agora alguém traduz."
- "Termo técnico não é sofisticação. É cortina de fumaça."
- "Seu gerente sabe explicar. Só não ganha comissão pra isso."
- "Dashboard bonito não paga conta. Clareza paga."
- "Ninguém te devolve o dinheiro que você perdeu por não entender o contrato. O dom evita que isso aconteça de novo."
- "O banco te liga quando tem produto novo pra vender. O dom te avisa quando você tá gastando mais."
Regra de mira: nenhuma linha insinua que o público é ou se sente burro — o alvo é sempre a omissão do sistema, nunca uma insegurança de quem lê.
CTA
"Tenha seu dom"
Joga com o sentido literal da palavra — a pessoa "tendo um dom" (talento, presente), não só adquirindo produto. Variações de contexto: "Chama o dom" (uso diário, reforça o vocativo "ei dom"); "Deixa com o dom" (ação, ecoa a assinatura institucional — nunca junto dela na mesma peça); "Comece pelo dinheiro" (registro institucional/investidor).
Ativo verbal
"O dom traduz o banquês" — herdado e mantido literal: "banquês" já é o nome certo pro problema, independente de qual produto o resolve. Candidato a ativo autoral 100% exclusivo do dom fica em aberto para rodada futura dedicada.
Teste de ouro da marca. Lê a frase em voz alta imaginando alguém disposto a brigar publicamente com um banco grande e dizer isso de novo se processado. Se soar como pedido de desculpa, reescreve. Se soar fofo, reescreve. Se soar como algo que alguém teria coragem de botar num outdoor em frente a uma agência bancária, tá pronto. (Distinto do teste de ouro do personagem, cap. 08 — nunca cruzam.)
Blindagem CVM — herdada, formalizada
| O dom FAZ | O dom NUNCA FAZ |
| mostra, compara, traduz, avisa, explica | recomenda, indica, sugere investir, aconselha investimento |
Bloqueado — aguardando decisão do fundador. Qualquer linha do tipo "o dom não ganha comissão em cima de você" só entra em comunicação de massa quando o modelo de receita do dom estiver travado e for compatível (ex.: assinatura — nunca marketplace comissionado de produto financeiro). Se a receita um dia trair esse claim, a marca não desgasta: colapsa.
10
Índice de leis
| Lei | Resumo | Onde |
| P-002 | o avô nunca é público; verbatims nunca viram copy | cap. 01 |
| P-003 | lei do logo: só os vetores oficiais, nunca reconstruir | cap. 06 |
| L1–L8 | leis do palco (papel, sem modo escuro, uma lata, bilhete, semáforo, caligrafia, proibições, símbolo-tinta) | cap. 03 |
| Lei do sol | #FFFF00 só sobre jabuticaba; máx 1 por painel | cap. 04 |
| Reforço não-cromático | cor nunca é o único sinal (+ / − / !) | cap. 04 |
| Hover web-only | pressed é o rei; hover nunca carrega informação | cap. 04 |
| Mono = dinheiro | JetBrains Mono nunca em prosa; exceção única: o "hi" dentro do logo | cap. 05 |
| Marca é uma | "hi dom" nunca digitado em fonte; só o logo completo com o d-jabuticaba | cap. 06 |
| Lei do andaime | o "hi" é provisório; destino da marca é só "dom" | cap. 06 |
| B1–B3 | o dom nunca age em silêncio: tudo vira recado | cap. 07 |
| Lei do diagrama | diagrama que explica é tinta; enfeite é proibido | cap. 07 |
| Lei do ensino | todo gráfico desce com uma leitura; sem leitura é dashboard | cap. 07 |
| Prova da Porta | P&B, voz alta, mão, vergonha — reprova em uma, volta | cap. 03 |
| Teste da Faria Lima | "isso é coisa de Faria Lima?" sim = morre — filtro interno de decisão em design/produto; a Faria Lima como inimigo nomeado publicamente vive no cap. 09 | cap. 03, 09 |
| Duas vozes | a marca ataca o sistema; o dom-personagem nunca ataca ninguém — nunca uma empresta calor/textura da outra | cap. 09 |
| Claim "sem comissão" | bloqueado em comunicação de massa até o modelo de receita estar travado e compatível | cap. 09 |
| INV-1 | todo número visível nasce de tool, nunca do modelo | caps. 05, 07 |
dom — brandbook v2.0 · 2026-08-16 · consolidado a partir da spec "Marca Dom v2 — reabertura da fundação".
Este documento substitui a v1.3 integralmente após aprovação do fundador. Documento interno: os verbatims do capítulo 01 nunca saem daqui.
Todo mundo devia ter um dom.